Mari Calegari Psi

Conexão Consciente · vídeo

Autoconhecimento como promoção de desenvolvimento humano no ambiente de trabalho

Publicado no YouTube em · 37 min 3 s

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Sobre este vídeo

Numa fala gravada a convite do Integra Sanasa, a Mari apresenta o autoconhecimento como ponto de partida para desenvolver competências socioemocionais no trabalho e na vida. Ela passa pela inteligência emocional (Daniel Goleman), pela Comunicação Não Violenta (observação, sentimentos, necessidades e pedidos) e pela vulnerabilidade (Brené Brown). Conduz uma breve prática de respiração e percepção do corpo e propõe atenção às pequenas coisas do dia como forma de sair do piloto automático.

O que este vídeo é e não é: educação em saúde, numa conversa de psicóloga. Não substitui avaliação nem atendimento psicológico.

Para organizar o que fez sentido

  • PASSO · Perceber
  • PASSO · Ajustar
  • NEURO · E · Equilibrar as emoções
  • NEURO · U · Unir-se a pessoas e propósitos
  • NEURO · N · Nutrir o corpo
  • Lente: Gestalt-terapia
  • Lente: Comunicação Não Violenta
  • Lente: inteligência emocional
  • Lente: vulnerabilidade (Brené Brown)

PASSO e NEURO são a forma didática como os temas se organizam aqui no site, apoiada na Gestalt-terapia e na Comunicação Não Violenta; não são técnicas com eficácia própria. As lentes são referências de leitura. Sobre o PASSO e o NEURO.

Transcrição

Transcrição a partir da legenda automática do YouTube, revisada para leitura. Trechos em que a legenda não ficou clara foram omitidos e aparecem como (…). O vídeo é a referência.

00:00Olá a todos, é um prazer estar aqui falando sobre esse tema tão importante, que é o autoconhecimento enquanto potência pro desenvolvimento de competências comportamentais e socioemocionais. Esse vídeo surge de um convite para a participação no Integra Sanasa. (…) tá bom.

00:24Não é novidade para ninguém os avanços que o mundo vem passando. Cada vez mais dinâmico, interconectado, esse mundo nos demanda o tempo todo, e para conseguir caminhar com ele são necessários ajustamentos criativos. O mundo do trabalho, então, vem crescendo e se modernizando, tanto que não é incomum ver as inteligências artificiais ocupando cada vez mais esse espaço. Essa inovação é bem-vinda e necessária. E pensando nesse ajustamento criativo, né, diante de tantas mudanças e tecnologias que podem representar uma ameaça ao nosso potencial técnico, o que nos diferencia é a nossa humanidade.

01:13E quando eu falo de humanidade, eu tô falando da nossa capacidade de ser humano. Eu vou ocultar minha câmera para vocês verem. (…) É a partir da nossa capacidade de ser humano que nós podemos desenvolver as competências comportamentais e socioemocionais.

02:30(…) E apesar de haver diferenciação, onde as competências comportamentais são relacionadas às nossas ações e o nosso mundo externo, enquanto as socioemocionais estão relacionadas ao nosso mundo interno, aos nossos sentimentos, né, aquilo que não é (…), elas acabam se misturando em muitas definições. O que é até interessante da gente pensar: para que fazer essa cisão entre razão e emoção? (…) Vou ficar aqui no meio.

03:47Desenvolver essas habilidades é importante, né, e pode ser benéfico não só pensando na nossa vida profissional, no nosso ambiente de trabalho, mas pra vida como um todo: na sua relação com você mesmo, na sua relação com os outros. E enquanto gestalt-terapeuta, acredito que as nossas relações, elas são muito potentes para promover saúde e bem-estar subjetivo na nossa vida. Mas como nem tudo são flores e eventualmente nascem algumas ervas daninhas também nesse caminho, é normal que surjam desafios durante esse processo. Muitas pessoas podem se deparar com o medo do julgamento e da opinião alheia, com a procrastinação, perfeccionismo, né, o medo, a resistência às mudanças, abertura pro novo. Faz parte de ser humano, né, mas a gente já vai ver algo que pode ajudar a lidar com esses desafios.

04:58E talvez você esteja aí se perguntando: "Mas como desenvolver essas habilidades?" E eu te respondo que, primeiramente, é sendo humano. E quando eu falo de ser humano, é saber: eu sou forte, eu valho a pena, eu sou capaz, eu tenho muitas potências. É também entender que meu 100% não é sempre igual, que eu não dou conta de tudo sempre, que eu não sou perfeito, que eu também posso receber ajuda, que eu não vou dar conta de tudo sempre. Talvez isso chegue por aí de uma forma meio estranha, né? Quem nunca teve dificuldade para reconhecer uma potencialidade que tem? Muitas vezes é até a dificuldade de reconhecer as nossas potências que leva a gente a tentar ser perfeito, a tentar dar conta de tudo, ultrapassar os nossos limites, né? Quem nunca? E às vezes como uma forma de... Bom, eu acredito que ambos podem ser difíceis de reconhecer e de lidar, porém ambos são também muito importantes nesse processo.

06:37(…) Entender que o outro também tem valor, o outro também é capaz, o outro também vale a pena, que o outro também não dá conta de tudo sempre, que o outro também tem dias ruins. Isso é muito importante pensando na construção das relações, dessa competência de empatia, de comunicação assertiva, das nossas relações de uma forma geral. (…) Comece com autoconhecimento.

07:34O autoconhecimento é a chave mestra para todas as portas do (…). E para você se conhecer — deixa eu encontrar um lugarzinho aqui para ficar, que vocês consigam ver a tela também — para acessar essa chave mestra do autoconhecimento, você pode começar se fazendo algumas perguntas que são consideradas mais simples, como por exemplo: quem é você? Do que é que você gosta? O que que você não gosta? E é curioso, porque, por mais básicas que essas perguntas possam aparecer, não é incomum surgirem no consultório, por exemplo, muitas pessoas que têm dificuldades de responder essas questões. Então comece pelo básico, e logo você terá construído um repertório para poder olhar para as perguntas mais complexas, como por exemplo: como é que você lida com as frustrações? (…) Quem é você nas suas relações íntimas? Quem é você nas suas profissionais? Quem é você com você mesmo?

09:11É importante lembrar que o autoconhecimento, ele é um processo pra toda (…), porque a gente tá se transformando o tempo todo. Os nossos gostos vão mudando, a nossa perspectiva vai mudando conforme a gente cresce, se desenvolve e amadurece. Então é natural que essa... aconteça essa mudança. Só para quando a vida acaba. E talvez possa passar pela sua cabeça: "Então para que que eu vou parar, gastar meu tempo e energia para me conhecer?" E aí que eu te digo que vale muito mais a pena, porque quanto melhor você... quanto mais você se conhece, melhor você acompanha as mudanças que te acontecem, melhor você pode lidar com elas, melhor você pode cuidar de você e das suas relações. E sim, aqui, com certeza, um processo terapêutico vai ter um papel muito importante para ajudar, mas eu quero te dizer que criar essa conexão com você independe de fazer terapia, mas é importante para que você crie esse relacionamento com você mesmo.

10:26Seguindo com o nosso "como": explore o campo da inteligência emocional. Aprender a reconhecer e compreender as nossas emoções é o primeiro passo para construir uma ponte entre a mente e o coração. O Daniel Goleman, psicólogo norte-americano que escreveu o livro *Inteligência Emocional*, ele traz conceito definindo a inteligência emocional como a capacidade que a gente tem de reconhecer, compreender, gerenciar as nossas emoções, na nossa relação com a gente mesmo, de forma pessoal, e na nossa relação com o mundo, nas nossas interações sociais. Ela é constituída de pilares — eu vou ocultar a minha imagem aqui pra gente enxergar melhor — cinco pilares: autoconsciência, autorregulação, motivação, empatia e gestão de relacionamentos.

11:43(…) Se eu pudesse desenhar aqui para vocês o que é inteligência emocional, a representação seria essa daqui. Não seria tão bonitinha, porque o meu desenho, ele é mais (…)... Mas quando Daniel Goleman tá falando sobre a inteligência emocional, ao trazer esses cinco elementos, ele tá falando de uma (…) entre pensar, sentir e agir. E para essa forma de ser mais assertiva, é necessária a empatia, a capacidade de se autorregular, a motivação para seguir apesar de (…), o autoconhecimento para lidar com tudo isso e poder cuidar melhor das (…). Seguindo aqui, vou voltar com a minha (…).

13:07Autoconsciência: desenvolver autoconsciência, tomar decisões, lidar com sentimentos, ter responsabilidade pessoal. Esses são alguns pontos muito importantes pro desenvolvimento da inteligência emocional. E perceba como eles estão conectados: tomar decisões desenvolve a responsabilidade pessoal, lidar com os sentimentos dos outros e com os seus, e portanto se conhecer. Ou então: você lida melhor com seus sentimentos, com a responsabilidade e a tomada de decisões quando você tem um conhecimento de como você funciona. Esse é um trecho de um material anexo no livro *Inteligência Emocional*, e ele foi desenvolvido pela diretora da primeira escola lá nos Estados Unidos a implementar o ensino da inteligência emocional no seu currículo. E o Currículo da Ciência do Eu é uma ferramenta dentro desse plano de ensino de inteligência emocional, e eu achei interessante trazê-lo porque aqui ele dá mais algumas ideias de como trabalhar nesse desenvolvimento. Então achei interessante para poder ampliar essa (…).

14:23Seguindo nesse "como": se abra para Comunicação Não Violenta. Quando nós mudamos a maneira como nos comunicamos, mudamos a maneira como vivemos as nossas vidas. A Comunicação Não Violenta, ela é uma forma da gente se (…), que é constituída de ferramentas que são muito úteis para superar os desafios que surgem na nossa comunicação no dia a dia. Dentro das nossas relações, é natural que surjam ruídos, principalmente quando a gente não aprende a se comunicar de uma forma assertiva desde a infância. Então a Comunicação Não Violenta é essa forma mais assertiva, que é formada aí por quatro componentes principais, que vão resultar nessas ferramentas. São eles: a observação, sentimentos, necessidades e pedidos. Observar, sentir, pedir e validar as necessidades.

15:37(…) Olha só: observar e sentir, pedir e validar as necessidades. Parar para observar é como olhar para a situação de fora. Você, quando olha de fora, não simplesmente age de acordo com aquilo que você tá sentindo, mas também você não ignora aquilo que você sente, nem aquilo que você precisa, né? Mas você pode formular um pedido para expressar da melhor forma aquilo que você precisa. E é como naquela imagem do cérebro de mãos dadas com coração, representando inteligência emocional.

16:51Agora eu quero te convidar a olhar para essa lista de sentimentos. Ela é grande, né? Isso porque vocês ainda não viram a lista de necessidades. Mas olha só: quando as suas necessidades não estão atendidas, você se sente frustrado, com raiva, preocupado, sozinho, desesperançoso, agitado, com medo. Por outro lado, como é que você se sente quando as suas necessidades estão atendidas? Você se sente seguro, otimista, aliviado, conectado, energizado, calmo, grato, bem-humorado. Isso faz sentido para você?

17:42Agora vamos olhar a lista de necessidades que refletem nessa lista de sentimentos. Eu disse que ela era bem (…), né? Mas olha só, dê uma olhada nessas necessidades. Eu quero ressaltar aqui que são necessidades humanas universais. Quando eu falo de necessidades humanas universais, eu quero dizer que são necessidades que eu, Mariana, tenho, você que tá aí assistindo tem, que o seu colega que senta do seu lado, seu companheiro de time de trabalho, ele (…). Essas necessidades, elas vão das mais biológicas, como comer, ir ao banheiro, respirar, até as mais complexas, como aceitação, autonomia, pertencimento. (…)

19:25E agora eu quero te fazer um convite. Eu quero te convidar a se sentar de forma confortável, mas mantendo uma postura ereta e os seus pés tocando o chão. Os nossos pés tocando o chão é uma forma da gente se manter conectado com a nossa (…). Agora feche os olhos e se concentre no som da minha voz. Eu quero que observe a sua respiração, mas por enquanto só observa. Agora eu quero que você amplie observação: sinta o seu corpo, como é que ele está nesse agora. Faça uma respiração profunda, inspirando pelo nariz, segurando um pouquinho, expirando pela boca. Enquanto você inspira, aproveita para continuar nessa breve observação de como você está.

21:10Amplie, então, percebendo os seus pés, e vá ampliando esse campo de percepção pras suas pernas, pro seu (…), pra sua lombar, suas costas, pro seu estômago, intestino, para as suas mãos, seus braços, seus ombros, seu pescoço, a sua cabeça. Olhe para esse corpo que te leva para todos os lugares, que te acompanha nas demandas do dia a dia. Ele merece esse olhar. Aproveita que você tá aí conectado com ele nesse momento e veja se ele te pede algum ajuste, como um alongamento, uma automassagem rápida. Vá fazendo esses (…). E, feitos esses ajustes, faça uma última respiração profunda e vá voltando, mexendo os seus pés, seus braços, seu pescoço. Quando você se sentir pronta, pronto, pode abrir os (…). Espero que esteja tudo bem por aí.

23:05Vamos continuar. (…) Isso... para buscar esse ser empático comigo, com o outro, viver melhor as minhas relações, reconhecer as minhas necessidades, é essencial me colocar vulnerável, de certa forma. Você acabou de experimentar uma situação de vulnerabilidade quando você se permitiu fechar os olhos e viver algo que você não faz ideia do que seria, do que poderia acontecer. Isso é você se colocar (…).

24:24Vulnerabilidade é, então, esse sentimento que nós experimentamos durante períodos de incerteza, de instabilidade e de exposição emocional. (…) É ter abertura também à frustração. E como é que a vulnerabilidade pode nos ajudar? Eu, quando eu me conecto com a minha vulnerabilidade, eu consigo me conectar com a vulnerabilidade, com as minhas necessidades, né, e com as necessidades do outro. E isso abre espaço para que o desenvolvimento dessas competências comportamentais e (…) aconteça de uma forma mais fluida.

26:08E seguindo com esse "como", para amarrar esse "como", formado até aqui pelo autoconhecimento, pela inteligência emocional, pela Comunicação Não Violenta e pela vulnerabilidade, eu quero trazer o olhar pras pequenas coisas, como uma forma de desacelerar e promover mais saúde. Talvez você tenha percebido algumas necessidades em aberto no momento em que você fechou os olhos e pôde se concentrar em você. De repente até mais agitado, mais cansado. Dentro da minha visão de mundo de gestalt-terapeuta, nós somos seres integrais, nós somos seres biopsicossociais, culturais, espirituais e ecológicos. E, portanto, quando a gente tá cuidando de uma necessidade nossa que não necessariamente tá relacionada ao trabalho, isso vai ter um impacto na nossa rotina de trabalho também. Então acredito que esse olhar é muito importante.

27:22Bom, e falar sobre pequenas coisas diante dos desafios que surgem nesse mundo... Como a gente conversou lá no começo, é natural que esse mundo cada vez mais dinâmico nos coloque num modo de funcionar de piloto automático. E quando a gente entra no piloto automático, a gente acaba se distanciando dessa consciência, desse pé no chão, do que tá acontecendo no momento presente. Por isso que resgatar a conexão com as pequenas coisas se mostra necessário, para que a gente possa desenvolver relações mais assertivas, que a gente possa ter uma vida, uma rotina mais leve, né, uma vida mais leve, e uma saúde com... e uma vida com mais saúde existencial, né?

28:11Quando eu falo de pequenas coisas, eu não falo de você abandonar a sua vida, sua rotina e se mudar pra praia. Mas eu tô falando, por exemplo, de uma conexão com aquilo que faz sentido, de um olhar para as nossas necessidades, como a gente acabou de ver, de uma conexão com esse autocuidado, que é tão importante — olhar pra gente pra gente poder olhar pro outro —, dessa conexão com as coisas simples e pequenas da vida, e, né, com esse olhar com agora. E aí, por exemplo, quando eu falo de pequenas coisas, eu quero saber: o que é que torna o seu dia mais leve? A gente já volta naquele slide.

29:00Quando eu falo de pequenas coisas, eu tô falando de assistir a um pôr do sol, de fazer uma gentileza a alguém, de escutar o canto dos pássaros, de sentir o sabor da comida que você tá comendo, de respirar profundamente por um minuto que seja — aqui eu coloquei três, mas por um minuto que seja já ajuda —, de observar e filtrar as suas reclamações. Porque esse modo de funcionamento piloto automático, ele pode trazer um descontentamento maior, um olhar mais presente para aquilo que não tá legal, e fazer com que a gente se distancie daquilo que tem significado pra gente, que nos faz bem. Então não é que de um lugar de positividade tóxica, de que você não pode reclamar. A gente falou de olhar pras necessidades e falou de olhar pra sua humanidade. Então é de um lugar de: o que é que vale a minha reclamação? O que é que vale o meu stress? O que que vale o meu tempo e a minha energia? Então, observar e filtrar reclamações.

30:40Respirar profundamente pode ser muito útil no nosso dia a dia. (…) E parar para respirar ajuda a regular o nosso corpo, ajuda naquele componente de autorregulação, porque respirar ajuda a oxigenar melhor o seu cérebro, ajuda a reduzir os seus batimentos cardíacos e te ajuda a pensar com mais clareza. Em momentos de estresse pode ser muito importante; momentos que antecedem uma conversa difícil também pode ser muito importante.

31:27Sentir o sabor da comida que você tá comendo pode ser importante de muitas formas, né? Quem nunca comeu em 10 minutos, 15 minutos, de repente até menos, comeu qualquer coisa, enfim, porque tinham muitas coisas para fazer? Mas sentir o sabor da comida que você tá comendo envolve você mastigar mais, né? Envolve você ajudar o seu corpo nesse processo de digestão, porque, de repente, engolir a comida, não mastigar direito, não sentir o sabor daquilo que você tá comendo pode atrapalhar o seu dia de trabalho, inclusive fazer com que você se sinta desconfortável, tem aí um refluxo, enfim.

32:18Então, poder olhar para essas pequenas coisas a nível biológico, mas a nível relacional, a nível existencial. Então você pode, por exemplo, escutar o canto dos pássaros no momento em que você tá saindo para seu horário de almoço. Você pode assistir ao pôr do sol quando você tá voltando para a sua casa. Você pode assistir um nascer do sol quando você tá se preparando para começar o seu (…). (…) Então fica esse convite.

33:06Essas cartas são de um material que eu tô desenvolvendo pro meu trabalho dentro de consultório, né? Eu sou psicóloga clínica, atendo consultório muitas demandas do dia a dia. Então esse baralho das pequenas coisas que eu tô desenvolvendo é um material terapêutico voltado para ampliar essa consciência, né, promover essa ampliação de consciência frente às coisas simples da vida, mas que às vezes podem representar grandes coisas, e inclusive um equilíbrio e a promoção desse bem-estar subjetivo, também conhecido como felicidade.

33:58Encaminhando pro final, eu queria falar brevemente sobre essa experiência que eu estou tendo de trabalho, que é o Nutrindo Cuidados. É um (…) de promoção de saúde, de bem-estar, de autocuidado, né? Na verdade, de cuidado mútuo, porque é um espaço onde as pessoas são convidadas a integrarem e olharem pra alimentação e saúde mental como formas de promover mais saúde, de ter uma vida mais significativa, mais leve, mais voltada para aquilo que é importante. Então esse grupo, ele é... E eu vou deixar aqui os meus contatos. Quem quiser entrar, será um prazer recebê-los. É sempre muito gratificante quando chega alguma pessoa nova no grupo.

34:49Nesse grupo a gente faz (…) pontuais, né, de forma online, para cozinhar junto e para fazer rodas de conversa sobre saúde mental. É um grupo meu e do meu companheiro (nome omitido). Então é um espaço de troca entre as pessoas, onde não só as pessoas aprendem com a gente, mas a gente também pode aprender nessa troca com o outro. E é um grupo que, para além desses encontros, a gente troca materiais também nesse grupo de WhatsApp. (…) Deixa aqui os meus contatos.

36:06(…) Quem sentir tocado e quiser conversar comigo, fico à disposição. Vai ser um prazer poder trocar com vocês. Quero muito agradecer mais uma vez pela oportunidade de poder fazer essa fala e de poder olhar para esse tema que é tão importante, faz parte do nosso dia a dia, né: o desenvolvimento, o nosso desenvolvimento humano, desenvolvimento dessas competências tão importantes pra nossa vida como um todo. Agradeço muito, e até uma (…).

ECO30 · checkpoint

Se o que te trouxe até aqui foi o hábito de comer no automático, sem sentir o sabor da comida, este mesmo tema é lido por Ana Ceregatti, nutricionista · CRN3 4816, a partir do Guia Alimentar para a População Brasileira (Ministério da Saúde, 2014): Comer com atenção, no lugar certo e em companhia.

Se o que te trouxe até aqui foi a saúde mental no trabalho, este mesmo tema é lido por Mariana Calegari, psicóloga · CRP 06/176180, a partir das diretrizes da Organização Mundial da Saúde: Diretrizes da OMS sobre saúde mental no trabalho comentadas.

Quando procurar ajuda

Se o que aparece no vídeo também aparece na sua vida com frequência, ou já atrapalha o sono, o trabalho, a alimentação ou as relações, vale procurar ajuda. A Unidade Básica de Saúde mais perto de casa é a porta de entrada no SUS, e o apoio psicológico pode fazer parte do cuidado.

  • Unidade Básica de Saúde (UBS), posto ou Saúde da Família: a porta de entrada para começar o cuidado.
  • CAPS, o Centro de Atenção Psicossocial do seu município, para sofrimento psíquico intenso ou persistente.
  • UPA 24h, pronto-socorro e hospitais, em urgência.
  • SAMU 192, em emergência.
  • CVV 188, apoio emocional gratuito e sigiloso, 24 horas.

Recorte da lista “Onde buscar ajuda” da página oficial do Ministério da Saúde Suicídio (Prevenção), consultada em 05/10/2026.

Resumo, classificação e transcrição preparados com apoio de inteligência artificial a partir da legenda do vídeo; revisão da Mariana Calegari pendente.