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Documento comentado · M-22 · capítulo Alecrim

Alecrim na cozinha: o Guia Alimentar para a População Brasileira (2014) comentado por Mariana Calegari

Texto de 15/10/2026 · revisado em: aguardando a revisão da Mariana e da nutricionista

O que este texto é e não é: educação em saúde a partir de um documento oficial, escrita por uma psicóloga. Não substitui a leitura do documento, nem orientação alimentar, que é trabalho de nutricionista.

Ficha do documento

Órgão
Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica
Título
Guia Alimentar para a População Brasileira, 2ª edição
Data
2014
Formato
PDF
Licença
Não declarada nesta leitura: citar com atribuição
Link oficial
Guia Alimentar na Biblioteca Virtual em Saúde (bvsms.saude.gov.br)
Leitura da nutricionista
Guia Alimentar (2014) comentado por Ana Ceregatti, nutricionista
Consultado em
15/10/2026

Resposta direta

O Guia Alimentar para a População Brasileira (Ministério da Saúde, 2014) cita o alecrim duas vezes: como ilustração de “batata assada com alecrim”, no grupo das raízes e tubérculos (p. 71), e entre as ervas que ajudam a reduzir o sal no tempero (p. 82). O Guia também pede que se coma devagar e com atenção e diz que o prazer de cozinhar cresce com a prática (p. 92 e 113).

Se você chegou aqui porque…

Se você chegou aqui porque gosta de cozinhar com alecrim, ou quer cozinhar mais e não sabe por onde começar, este texto junta o que o Guia Alimentar diz sobre ervas e sobre o ato de cozinhar e comer com o olhar da psicologia: atenção, sentidos e pequenas coisas do dia. O que comer, em que quantidade e para quê é assunto de nutricionista.

O que o documento diz

  • “Batata assada com alecrim”

    Guia Alimentar, 2014, legenda de ilustração no “Grupo das raízes e tubérculos”, p. 71
  • “Uma forma de reduzir o uso de sal no tempero dessas carnes é utilizar ervas como tomilho, sálvia e alecrim.”

    Guia Alimentar, 2014, trecho sobre carnes vermelhas, p. 82
  • “Coma sempre devagar e desfrute o que está comendo, sem se envolver em outra atividade.”

    Guia Alimentar, 2014, “Comer com regularidade e com atenção”, p. 92 (repetido nas p. 100 e 126)
  • “Dessas habilidades, desenvolvidas em cada sociedade e aperfeiçoadas e transmitidas ao longo de gerações, dependem o sabor, o aroma, a textura e a aparência que os alimentos in natura ou minimamente processados irão adquirir e o quanto eles serão apreciados pelas pessoas.”

    Guia Alimentar, 2014, sobre habilidades culinárias, p. 112
  • “Como todas as habilidades, a habilidade no preparo de alimentos melhora quando é praticada. Você vai se surpreender com os progressos que pode fazer em pouco tempo e com o prazer que o preparo de alimentos pode acrescentar à sua vida. Sempre que possível, cozinhe em companhia. O prazer compartilhado é redobrado.”

    Guia Alimentar, 2014, “O que você pode fazer”, p. 113

O que o Guia diz, em linguagem simples

O Guia Alimentar organiza a alimentação a partir de alimentos in natura ou minimamente processados, e as ervas frescas ou secas entram nesse grupo (p. 29). O alecrim aparece em dois lugares: numa ilustração de batata assada com alecrim, entre as raízes e tubérculos (p. 71), e numa frase sobre temperar carnes vermelhas com menos sal usando ervas como tomilho, sálvia e alecrim (p. 82). Na mesma página, sobre aves, o Guia diz que temperos naturais diminuem o sal adicionado. Nos dois casos o assunto é carne; com vegetais, o alecrim aparece na ilustração da batata.

Além do que se come, o Guia fala de como se come e de quem cozinha. Pede que se coma devagar, com atenção e, sempre que possível, em companhia. E dedica um trecho às habilidades culinárias: delas dependem o sabor, o aroma, a textura e a aparência da comida, e elas melhoram com a prática.

Como eu leio isso, como psicóloga

A frase do Guia que mais me toca é “desfrute o que está comendo, sem se envolver em outra atividade”. Na Gestalt-terapia, a gente trabalha com a atenção ao aqui e agora, e a cozinha é um dos lugares mais concretos para isso: o cheiro do alecrim quando a folha é esfregada entre os dedos, o barulho do forno, a textura da batata que doura. Na minha Filosofia das Pequenas Coisas, é desse tipo de momento que o cuidado do dia a dia é feito.

Cozinhar também tem um lado de vínculo, que o Guia nomeia quando sugere cozinhar em companhia. E tem um lado de autonomia: preparar a própria comida, mesmo que seja simples, pode trazer sensação de capacidade num dia difícil. Isso não é tratamento, e não precisa ser. É cotidiano.

Uma separação importante: eu sou psicóloga. O que comer, em que quantidade e com que objetivo é trabalho de nutricionista. Para isso, a leitura da nutricionista Ana Ceregatti sobre o mesmo Guia está em Guia Alimentar (2014) comentado.

Leitura crítica

O Guia não trata o alecrim como alimento com efeito especial, e este texto também não. A frase sobre reduzir o sal com ervas está no trecho sobre carnes vermelhas; o uso com vegetais aparece na ilustração da batata, não numa recomendação escrita. O Guia é de 2014; para saber se há atualização, vale conferir o site do Ministério da Saúde. E cozinhar em casa depende de tempo, dinheiro, cozinha e energia, que nem todo mundo tem: o próprio Guia reconhece esses obstáculos em seu capítulo 5.

Os estudos sobre o aroma do alecrim estão em Aroma de alecrim, memória e humor e Aroma de alecrim e 1,8-cineol.

Um micro-acordo

Numa refeição desta semana, cozinhe algo simples com alecrim, como batatas, legumes assados ou grão-de-bico com um fio de azeite. Antes de começar a comer, pare alguns segundos para sentir o cheiro. Coma sem tela, se for possível. Depois, só repare: como foi?

Quando procurar ajuda

Se a relação com a comida anda pesada, com culpa, perda de prazer, falta de apetite ou episódios de comer sem controle, procure a UBS: nutricionista e psicóloga podem trabalhar juntas. Se o desânimo para cozinhar e comer vem junto com tristeza que não passa, a psicoterapia pode ajudar.

A Gestalt-terapia, citada acima, é uma referência de leitura que orienta o meu olhar, não um método com eficácia garantida para o seu caso.

Onde buscar no SUS

  • Unidade Básica de Saúde (UBS), posto ou Saúde da Família: a porta de entrada para começar o cuidado.
  • CAPS, o Centro de Atenção Psicossocial do seu município, para sofrimento psíquico intenso ou persistente.
  • UPA 24h, pronto-socorro e hospitais, em urgência.
  • SAMU 192, em emergência.
  • CVV 188, apoio emocional gratuito e sigiloso, 24 horas.

Recorte da lista “Onde buscar ajuda” da página oficial do Ministério da Saúde Suicídio (Prevenção), consultada em 06/10/2026.

Perguntas frequentes

O Guia Alimentar recomenda alecrim?

O Guia Alimentar (2014) não recomenda o alecrim como alimento especial. Ele aparece como exemplo: numa ilustração de batata assada com alecrim (p. 71) e entre as ervas que ajudam a reduzir o sal no tempero (p. 82).

Alecrim substitui o sal?

O Guia cita ervas como tomilho, sálvia e alecrim como uma forma de reduzir o uso de sal no tempero (p. 82). Quanto de sal usar no seu caso é orientação de nutricionista ou de outro profissional de saúde.

Cozinhar faz bem para a saúde mental?

O Guia Alimentar diz que a habilidade de cozinhar melhora com a prática e que o preparo dos alimentos pode acrescentar prazer à vida (p. 113). Para muitas pessoas, cozinhar é um momento de atenção ao presente; não é tratamento, mas pode ser uma das pequenas coisas que fazem o dia ficar melhor.

Referência e transparência

Documento oficial: BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Guia alimentar para a população brasileira. 2. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2014. Disponível em: bvsms.saude.gov.br. Acesso em: 15/10/2026. Páginas citadas pela numeração impressa: 29, 71, 82, 92, 100, 112, 113 e 126.

Leitura da nutricionista: CEREGATTI, Ana. Guia Alimentar para a População Brasileira (2014) comentado. Disponível em: anaceregatti.com.br.

Leituras de apoio (lentes, não métodos):

  • PERLS, F.; HEFFERLINE, R.; GOODMAN, P. Gestalt-terapia. Trad. Fernando Rosa Ribeiro. São Paulo: Summus, 1997 (original de 1951).

Como citar esta página: CALEGARI, Mariana. Alecrim na cozinha: o Guia Alimentar para a População Brasileira (2014) comentado por Mariana Calegari. Mari Calegari Psi, 15/10/2026. Disponível em: https://maricalegaripsi.com.br/biblioteca/alecrim-na-cozinha/.

Sem patrocínio e sem conflitos: este texto não tem patrocínio nem vínculo com os autores, órgãos ou revistas citados, nem com fabricantes de óleos essenciais ou produtos de alecrim.

Uso de IA: texto preparado com apoio de inteligência artificial a partir do documento oficial, para revisão humana da Mariana Calegari (revisão pendente).

Mariana Calegari, Psicóloga · CRP 06/176180