Conexão Consciente · vídeo
Relação terapêutica e os papéis na psicoterapia
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Sobre este vídeo
A Mari fala sobre a relação terapêutica e explica por que, na Gestalt-terapia, muitas vezes se usa “cliente” em vez de “paciente”: quem faz terapia tem um papel ativo no processo. Ela comenta a ideia de que cada lado participa com a sua parte e que a psicóloga não tem respostas prontas nem adivinha o futuro. O vídeo termina com um convite: olhar para a parcela de responsabilidade que cabe a você nas suas relações.
O que este vídeo é e não é: educação em saúde, numa conversa de psicóloga. Não substitui avaliação nem atendimento psicológico.
Para organizar o que fez sentido
- PASSO · Orientar
- NEURO · U · Unir-se a pessoas e propósitos
- Lente: Gestalt-terapia
PASSO e NEURO são a forma didática como os temas se organizam aqui no site, apoiada na Gestalt-terapia e na Comunicação Não Violenta; não são técnicas com eficácia própria. As lentes são referências de leitura. Sobre o PASSO e o NEURO.
Transcrição
Transcrição a partir da legenda automática do YouTube, revisada para leitura. Trechos em que a legenda não ficou clara foram omitidos e aparecem como (…). O vídeo é a referência.
00:00Uma relação, independente de com quem, demanda dos papéis participação, presença, comprometimento e responsabilidade. Na relação terapêutica não é diferente. Oi, aqui é a Mari. Sou psicóloga clínica e, no vídeo de hoje, vamos conversar um pouquinho sobre relação terapêutica.
00:25A depender da abordagem, e que eu destaco principalmente a Gestalt-terapia, o cliente tem um papel ativo no seu processo de mudança, até por isso dessa nomenclatura "cliente" ao invés de "paciente": paciente, aquele que espera de forma passiva pela mudança, e cliente, aquele que tem um papel ativo no seu processo de transformação. E para que é importante trazer esse ponto? (…) É como diz aquele filtro no Instagram, né: "meu 100% não é sempre igual".
00:50Se a gente parar para pensar, não é mesmo, né? Pensa nas suas relações: vão ter momentos em que as suas relações vão exigir mais de você; por outro lado, vão ter outros momentos em que você vai demandar mais das suas relações. Tá tudo certo, porque essa totalidade vai mudando de acordo com o contexto. O que não dá para você depositar todas as suas expectativas e todas as responsabilidades da sua vida em cima do seu psicólogo, da sua família, o seu relacionamento amoroso. Nós temos nossa parcela de responsabilidade nas nossas trocas com o mundo, a partir das nossas ações e das nossas escolhas, e para as nossas relações, e para o bom funcionamento delas, isso não é diferente.
02:02Então, por exemplo, se você chega na terapia com a expectativa de que a psicóloga te dê uma fórmula mágica ou então resolva todos os problemas da sua vida, isso é frustração, porque essa profissional, apesar do conhecimento técnico e teórico, que são essenciais, ela não tem uma bola de cristal. Então, brincadeiras à parte, essa profissional, ela não conhece a sua história de vida, porque ela não viveu aquilo que você viveu, ela não sente da mesma forma que você sente, né, ela não é afetada pela vida da mesma forma que você foi e que você é. Ela está ali para te auxiliar no seu processo, as suas descobertas, nas suas frustrações. (…)
02:54(…) Existe aquilo que faz sentido na vida de cada um. Por isso eu te convido a refletir: o quanto eu tenho dado os meus 50% nas minhas relações?
Quando procurar ajuda
Se o que aparece no vídeo também aparece na sua vida com frequência, ou já atrapalha o sono, o trabalho, a alimentação ou as relações, vale procurar ajuda. A Unidade Básica de Saúde mais perto de casa é a porta de entrada no SUS, e o apoio psicológico pode fazer parte do cuidado.
- Unidade Básica de Saúde (UBS), posto ou Saúde da Família: a porta de entrada para começar o cuidado.
- CAPS, o Centro de Atenção Psicossocial do seu município, para sofrimento psíquico intenso ou persistente.
- UPA 24h, pronto-socorro e hospitais, em urgência.
- SAMU 192, em emergência.
- CVV 188, apoio emocional gratuito e sigiloso, 24 horas.
Recorte da lista “Onde buscar ajuda” da página oficial do Ministério da Saúde Suicídio (Prevenção), consultada em 05/10/2026.
Resumo, classificação e transcrição preparados com apoio de inteligência artificial a partir da legenda do vídeo; revisão da Mariana Calegari pendente.