Mari Calegari Psi

Conexão Consciente · vídeo

A cura não caminha no nosso tempo

Publicado no YouTube em · 5 min 22 s

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Sobre este vídeo

A partir de um machucado no próprio dedo, que reabre quando é batido de novo, a Mari comenta que processos de mudança e de cuidado têm um tempo próprio, que nem sempre acompanha a pressa do dia a dia. Ela traz a ideia de impermanência, do zen-budismo, e propõe pausar, observar o tempo da natureza e do corpo e questionar o ritmo de produtividade em que vivemos.

O que este vídeo é e não é: educação em saúde, numa conversa de psicóloga. Não substitui avaliação nem atendimento psicológico.

Para organizar o que fez sentido

  • PASSO · Sustentar
  • PASSO · Perceber
  • NEURO · E · Equilibrar as emoções
  • NEURO · R · Ritmar a rotina

PASSO e NEURO são a forma didática como os temas se organizam aqui no site, apoiada na Gestalt-terapia e na Comunicação Não Violenta; não são técnicas com eficácia própria. As lentes são referências de leitura. Sobre o PASSO e o NEURO.

Transcrição

Transcrição a partir da legenda automática do YouTube, revisada para leitura. Trechos em que a legenda não ficou clara foram omitidos e aparecem como (…). O vídeo é a referência.

00:00Oi, tudo bem? Aqui é a Mari, sou psicóloga clínica, e aqui no TikTok eu falo sobre promoção de saúde mental, inteligência emocional, Gestalt-terapia, a ciência da felicidade e por aí vem. E hoje eu vim compartilhar com você uma reflexão que surgiu hoje mesmo, mais cedo, no consultório.

00:23(…) Na semana passada eu fiz esse machucado aqui no meu dedo, é esse machucado aqui. Eu bati esse dedo na quina de um móvel, e aí na hora ele só levantou a pele e parecia inofensivo, mas com o passar dos dias ele foi mudando. Então, tá no lugar bastante que a gente mexe bastante, né? A gente usa a mão para várias atividades do nosso dia a dia. Então ele foi, com o passar dos dias, cicatrizando, mas ao mesmo tempo, vários momentos eu acabei batendo o dedo de novo. E aí eu queria mostrar outra coisa: percebe que aqui na parte de baixo, se eu conseguir focar, ao mesmo tempo que ele criou uma casquinha, já tá faltando um pedaço dessa casquinha, justamente porque acabei machucando ele de novo e uma parte dessa casquinha saiu.

01:42Porque você deve tá se perguntando o que que isso tem a ver com o processo, né? (…) E aí às vezes a gente se depara com situações que não atendem ao nosso tempo, mas que têm um tempo que elas precisam para acontecer. (…) O quanto vem uma frustração disso.

02:31Mas, ao mesmo tempo, também pode ser reconfortante, porque… (…)

03:20Então, quando você se deparar com o processo que às vezes está te angustiando, tá te frustrando, lembra que ele não vai durar para sempre, que ele dura o tempo que ele precisa durar, da mesma forma que meu machucado aqui tem o tempo próprio de cicatrização, porque o nosso corpo tem essa sabedoria de autorregulação no organismo para poder formar essa rede de fibrina, que a gente popularmente chama de casquinha.

03:44Outra coisa pode ser importante para o seu processo: olhar mais de perto, né, observar sobre esse tempo que as coisas acontecem, né? Como, por exemplo, eu trouxe aqui o meu dedo, até para de repente acalmar o seu coração dessa cobrança de que tudo tem que ser para ontem. (…)

04:08Então fica a dica: sempre que você se sentir frustrado com o processo que você tá vivendo, ou com alguma coisa que você quer de uma forma mais imediata, para um pouquinho, olha para a natureza, observa o tempo da natureza. Para um pouquinho, olha para você, para, para observar o funcionamento do seu corpo, e de repente para se dar conta de que a forma como a nossa sociedade está funcionando hoje, esse ritmo insano, que não tem tempo para descansar, que demanda que a gente seja cada vez mais produtivo, mais performático, estar nesse lugar sim sempre vai te gerar uma frustração.

04:56Boas reflexões para você. Se quiser, me deixa aqui como é que essa ideia chegou para você.

Quando procurar ajuda

Se o que aparece no vídeo também aparece na sua vida com frequência, ou já atrapalha o sono, o trabalho, a alimentação ou as relações, vale procurar ajuda. A Unidade Básica de Saúde mais perto de casa é a porta de entrada no SUS, e o apoio psicológico pode fazer parte do cuidado.

  • Unidade Básica de Saúde (UBS), posto ou Saúde da Família: a porta de entrada para começar o cuidado.
  • CAPS, o Centro de Atenção Psicossocial do seu município, para sofrimento psíquico intenso ou persistente.
  • UPA 24h, pronto-socorro e hospitais, em urgência.
  • SAMU 192, em emergência.
  • CVV 188, apoio emocional gratuito e sigiloso, 24 horas.

Recorte da lista “Onde buscar ajuda” da página oficial do Ministério da Saúde Suicídio (Prevenção), consultada em 05/10/2026.

Resumo, classificação e transcrição preparados com apoio de inteligência artificial a partir da legenda do vídeo; revisão da Mariana Calegari pendente.